Teoria musical, harmonia, subdominante, quarta aumenta. Essas são algumas expressões que aterrorizam produtores iniciantes que não tem formação musical. Nesse post, pretendo dar apenas uma luz para que você possa fazer criações mais coerentes e focadas. A idéia de fazer esse post veio de uma dica que eu iria dar hoje, mas que ficaria incompleta pra todo mundo que não soubesse um pouco sobre teoria musical.
Vamos tentar não nos prender a termos e regras, pra que essa introdução a teoria musical seja pouco dolorida. Pra começar trabalhando, vamos à dica. Aprendi essa “manha” no curso que fiz no Berkleemusic.com e agora passo aqui com um pouco mais de informações.
A primeira coisa que vamos fazer é criar um MIDI Clip, obviamente num canal MIDI. Feito isso, vamos desenhar uma escala maior de Dó (C). A escala maior de C é formada por C – D – E – F – G – A – B (dó – dé – mi – fá – sol – lá – si). Todas as escalas maiores são formadas pelos mesmos intervalos (distância entre as notas). O que muda de uma para outra é a tonica (nota que dá o tom da escala)
Na prática isso quer dizer que se você selecionar as sete notas da sua escala e apertar setinha pra cima duas vezes (dois semitons), você terá a escala maior de D. Vamos agora ao macete.
Selecione todas as notas e arraste-as para trás. Assim elas ficarão antes do começo do clip e não tocarão. Maravilha, já temos um template de escala maior. Mas vamos melhorar ainda mais isso.
Clique no botão Fold para esconder as notas não utilizadas. Assim, ficamos apenas com as notas que fazem parte do campo harmonico maior de C. Isso nos trará uma enorme vantagem em breve. O que você pode fazer também é espalhar a escala por toda a extensão do piano roll, pra ter mais opções na criação de melodias e progressões harmonicas.
Agora vamos salvar nosso template. Abra o browser do Ableton Live e crie um folder onde você deseja salvar seus templates de escala. Para fazer isso, clique com o botão direito na pasta onde deseja colocar o novo folder e clique em Create Folder. Agora é só nomear. Aqui usei MIDI Scales. Lembre-se de sempre utilizar nomes descritivos para facilitar sua vida e deixar suas pastas organizadas. Já que estamos falando em renomear, aproveite e coloque um nome no seu clip, algo como C Scale ou Escala C, você que sabe.
Pra salvar seu clip basta arrastá-lo para dentro da pasta recém criada. Agora toda vez que quiser usar sua escala é só arrastar o clip de volta. Faça isso para as outras tonalidades e outras escalas. Pesquise os tipos de escalas e faça isso com cada uma, assim você terá um leque abrangente na hora de criar sua track.
Agora vamos criar uma pequena progressão pra mostrar onde essa dica guarda seu poder. Para criar acordes (tríades) com esse template basta clicar em uma nota (que será a tonica) e criar mais duas notas acima dela, sempre pulando um espaço (fig). Neste exemplo nossa progressão seria C – Am – Dm – G. Uma tríade é formada por 3 notas da escala. São elas a tonica, a terça e a quinta. No caso da tríade de C as notas são C – E – G.
Em alguns estilos isto é tudo o que você precisa. Mas se você deseja criar algo um pouco mais sofisticado, utilize tétrades. Uma tétrade nada mais é do que uma tríade com a sétima adicionada ao acorde. No caso de C a nota é B. Para desenha-la é só seguir o mesmo esquema, pula um espaço e pronto. Agora nossa progressão ficou assim, CM7 – Am7 – Dm7 – G7 (não se prenda aos nomes).
Muitos ficariam satisfeitos com isso, mas não seria justo eu parar por aqui. Você ainda pode melhorar essa progressão. Quando o salto entre um acorde e outro é muito grande, como entre os dois primeiros acordes C e Am, a progressão soa artificial e acaba chamando muita atenção.
Para resolver isso utilizaremos as inversões. Para inverter um acorde você pega a a tonica (ou fundamental) do acorde e sobe uma oitava. Essa será a primeira inversão (na tríade de C ficaria E – G – C). Na segunda inversão você sobe a tonica e a terça em uma oitava (G – C – E). Porém, se eu apenas invertesse o segundo e o quarto acorde, o salto seria ainda maior, por isso precisei baixa-los em uma oitava. Na prática o que fiz foi pegar as duas notas mais agudas e baixa-las em uma oitava. Veja na figura como os acordes ficam mais próximos e o salto é menor. Claro que existe toda uma teoria para mudança de acorde e inversões, mas não é o propósito deste post explica-las. Veja que no segundo e quarto acordes inverti duas notas para aproximar ainda mais a altura dos acordes. Agora compare as duas progressões e note como a segunda é muito mais suave. Pronto, com esse template sua vida será muito mais fácil daqui pra frente. Não use esse método apenas com harmonia, pois ele também é ótimo para criar melodias, bass lines, arpeggios e etc.
Quero apenas lembrar que a intenção desse post não é ensinar teoria musical. Estou apenas disponibilizando as ferramentas da teoria pra que você utilize-as na prática. O que posso recomendar depois disso é que você busque livros sobre teoria musical e estude. Boas fontes são os livros do Almir Chediak.
Pretendo revisitar esse post para adicionar mais informações, então se tiver dúvidas COMENTE que eu vou completando as informações que faltaram. Use nosso Formspring pra tirar outras dúvidas também. Use este blog, ele é um meio pra você adiquirir informações e trocá-las com outras pessoas.
Não consegue fazer sua bateria eletronica soar natural? Seu som de piano não lembra em nada um bom e velho upright piano? Samples mal gravados?
Veja o que Pat Metheny fez na gravação do seu novo álbum.
Na minha opinião, em meio a tantas inovações tecnológicas, botões brilhantes, touchscreens e gadgets em geral, essa é a parada mais legal que eu vi nos últimos tempos. Talvez por ser mais fã de jazz e “musica gravada” do que musica eletronica. Pode parecer uma brincadeira boba de uma empresa que fabrica robos musicais mas, repare na dinâmica dos instrumentos. Tudo muito real. Achei apenas que ficou um pouco robótico demais. Mas talvez fosse essa a intenção.
Parece ser uma coisa extremamente cara e trabalhosa pra se imaginar que um dia teremos isso em casa. Mas pensa bem, daqui uns anos sua bateria MIDI pode ser um robo tocando uma bateria acústica. Creio que isso pode ser uma realidade no futuro. Uma realidade bem mais interessante do que um grid 5 x 8 de botões coloridos.
Hoje vou mostrar como deixar as mãos livres pra tocar sua guitarra e utilizar os pés para comandar o Live. Quem tem muito pedal analógico não vai sentir muita dificuldade, pois já deve ter aprendido a sapatear bem.
Bom, eu utilizo a famosa FCB1010 MIDI Foot Controller. Comprei-a pra controlar o PODxt, controlei, cansei, guardei. Depois de mais de ano, ressucitei-a. Isso nos tras a lição mais importante do mundo da musica. Nunca venda equipamentos, eles sempre (quase sempre) vão te servir mais tarde. Enfim, a FCB1010 é um controlador MIDI em forma de pedaleira, muita gente até a confunde com uma pedaleira, que envia informações MIDI como um teclado controlador comum.
Eu não programei ela pois encontrei na internet um patch que já deixava ela programada e de quebra colocava ela como Control Surface do Live (assim como você coloca seu controlador preferido).
Eis a criança. Olhe com calma e tente entender o que cada botão faz.
Não entendeu? Eu explico.
Primeiro vamos legendar. BK #oo é o primeiro Bank ou preset da FCB1010. Ele controla a sessão do Live de um modo geral e como podem ver, as etiquetas da primeira fila são os controles do Bank #00. TG 1, 2 ,3… significa Toggle Track 1, 2 , 3… Isso significa que se a Track 1 tiver um Clip parado na Scene selecionada, ele será tocado. Apertar o mesmo botão novamente fará o clip parar.
> SCN significa Play Scene. Auto-explicativo. Botões 9 e 10 selecionam as Scenes.
Agora vem a parte interessante. Os presets de 01 a 09 fazem todos a mesma coisa, porém cada um em uma track.
#1, #2, #3, #4 Chain seleciona uma entre 4 chains em um Rack de efeitos do próprio Live (ainda não usei). Botão 5 dispara a Scene selecionada (não consegui fazer funcionar).
O 6 serve para Armar (arm) a track, o 7 dispara o slot da scene selecionada. Se a track estiver armada ele grava um clip, se não estiver armada ele dá play/stop. O botão 8 automaticamente arma a track e já começa a gravar. 9 e 10 fazem o mesmo do Bank #00.
Se você não tem uma FCB1010 mas tem um foot controller, pode fazer o mesmo. Afinal, é tudo MIDI. Basta olhar o manual do seu controller e aprender a configurar as MIDI Messages. É um pouco complicado, mas em se tratando de Ableton Live, provavelmente já existe um patch na internet. Então, procure.
A FCB1010 não possui saída USB, o que pra mim é uma bosta, pois ocupa um cabo MIDI e um cabo de energia. A ligaçao é feita ligando o MIDI OUT da FCB1010 para o MIDI IN da interface de audio.
Escrevi com um pouco de pressa, então se algo não ficou claro o bastante é só perguntar nos comentários. Terei prazer em responder.
Em breve, mostrarei como brincar com isso no Live, como transformar sons monotonos de guitarra em pads, percussões e etc. Tudo graças ao poder de Ableton Live…e talvez um pouco demais de cerveja.
Este tutorial serve para mostrar como criar um simples Pad usando o Operator. São apenas indicações de um dos possíveis caminhos. Read the rest of this entry »
Another one of Ableton Live’s characteristics is how easily we can play with signal flow. In this post we’ll see to record the output of the Arpeggiator.
To start let’s create two MIDI tracks and on the first track we will create any instrument and one Arpeggiator (you can create more than one, of course), name it Arpeggio OUT. Leave the second track empty (name it Arpeggio IN). Create a MIDI clip on the first track and draw (or play) a long chord, just for the sake of the tutorial.
There is no need to alter the input and output of the first track. On the second track click the MIDI From pull-down and select Arpeggio OUT. That routes track one’s output to track two’s input. Record Enable the second track.
Now, all you have to do is click one of the Rec buttons on track two’s clips slots or record directly on the arrange view. When you’re recording on the session view and you want to record a one-bar loop, for example, click rec on the clip slot and before the one-bar loop starts over hit play. The result is a one-bar (or the time you let it play) loop already playing in-sync with the song.
After all that, the Arpeggiator’s notes will be on the MIDI clip you recorded. Why would you want that? ‘Cause now you can edit the notes separately with more precision (copy the instrument to track two or you’ll hear nothing).
Uma outra qualidade do Live é a facilidade de endereçar tracks. Neste post vamos ver como gravar o output de um arpegiador. Read the rest of this entry »