Novo preset para a FCB1010

Posted: January 30th, 2010 | Author: bitproduction | Filed under: Uncategorized | Tags: , | No Comments »

Uns dias atrás recebi um email do Francis Wiermann mostrando as alterações que ele fez ao preset que eu havia repostado aqui. Ele foi gentil o bastante e deixou eu reproduzir tudo aqui, com o preset para download.

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Segue:

Fiz umas alterações no SysEx para funcionar o “SCN” em todos os
bancos, e aproveitei pra mudar um pouco a disposição de algumas
funções.

Ficou assim:

6 7 8 9 10
TG5 TG6 TG7 SCN UP
ARM CLIP REC

1 2 3 4 5
TG1 TG2 TG3 TG4 DOWN
C#1 C#2 C#3 C#4

Dessa forma os pedais 5, 9 e 10 permanecem com as mesmas funções em
todos os bancos, a navegação pelas “scenes” fica mais intuitiva e
assim como o “play scene” ficam sempre no mesmo lugar.

Para funcionar é só substituir o arquivo “Preset.syx” na pasta
“C:\Arquivos de programas\Ableton\Live 8.0.1\Resources\MIDI Remote
Scripts\FCB1010″ e em seguida fazer o dump normalmente.

Abraço
Francis Wiermann

BAIXE O PRESET AQUI!

Valeu Francis pela contribuição.

Siga também o exemplo dele e compartilhe conhecimentos, não custa nada. Lembrando que o email do blog é bitpromail@gmail.com. Envie perguntas, criticas, sugestões, tutoriais e o que mais quiser. Don’t be shy!

cheers

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Metodos diferentes, resultados diferentes.

Posted: October 19th, 2009 | Author: bitproduction | Filed under: Ableton Live | Tags: , , | No Comments »

Nada melhor do que mudar seus metodos de composição pra dar vida a novas idéias. Depois de começar a utilizar esse setup com a FCB1010, novas possibilidades começaram a surgir. O mais legal disso tudo é que sua personalidade continua impressa nos sons que nascem a partir dessas novas possibilidades. Eu particularmente nunca havia feito um “ambient” (não sei nem se chega a ser isso) exceto uma vez, no curso da berklee durante um exercicio.

Então por que diabos isso saiu agora? Talvez por influencia dos videos do Christopher Wilits, ou por que soou como algo natural logo de cara. A realidade é que com esse tipo diferente de approach a coisa fluiu pra outro caminho.

Fazer musica eletronica (4 on the floor) nunca foi algo natural pra mim. Nunca fui fã, porém nunca tive preconceitos. Sempre tentei absorver várias técnicas de produção de diferentes estilos e reproduzi-las, mas sem naturalidade. Eu sei a teoria, mas não visualizo o produto final, não tenho um banco de dados mental que sirva como diretriz. Assim, pelo menos pra meus ouvidos, a musica não soa(va) honesta.

Isso me fez abandonar aos poucos o projeto que eu tinha no soundcloud, pelo qual até tive um feedback legal, mas não me satisfez. Nesse projeto não havia espaço para experimentar com minhas técnicas prediletas, dos meus estilos prediletos. Uma coisa é gostar de Dub e produzir Trip Hop, outra é tentar incorporar o dub e o trip hop no Minimal (estilo que não conheço profundamente e que tentava produzir). Talvez se conhecece até conseguiria, mas do jeito como as coisas estavam caminhando achei melhor mudar de rota.

Isso é ruim? Não. Isso é apenas um estágio, uma fase superada. Hoje, por exemplo, consegui montar um Dub roots depois de muito tempo. Brincando com faders e knobs de maneira livre. Se eu não tivesse a experiencia e as técnicas de outros estilos, poderia nem entender como se faz a porra do negócio.

Parar de programar notas com o mouse pra interagir com a musica é fundamental pra desenvolver um senso aprofundado de estrutura musical, dinamica, tensão e relaxamento. Eu consegui isso quando passei a utilizar a guitarra, instrumento que conheço (pouco até), muito melhor do que um teclado.

O que quero dizer no fim das contas é que não adianta tentar fazer algo que não é natural pra você, sua musica vai te entregar. Produza o que é confortavel pra você, o que sai da ponta dos seus dedos a todo momento. Não adianta apenas conhecer o estilo que quer produzir, é preciso transpira-lo.

Pra quem vem acompanhando a série de guitarra, eis o primeiro resultado com o novo setup.
Dynamini – The Ocean by dynamini

Esse som surgiu brincando com loops curtos de guitarra. As unicas coisas que não são guitarras são o beat principal (centralizado na mix) e alguns pads. Todas as percussões, melodias e etc são guitarras. Guitarras e Ableton Live.

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O Looper e as Seis Cordas – Parte 3

Posted: October 14th, 2009 | Author: bitproduction | Filed under: Ableton Live | Tags: , , , | 1 Comment »

Então, parte 3.

Vamo lá?

Hoje vou mostrar como deixar as mãos livres pra tocar sua guitarra e utilizar os pés para comandar o Live. Quem tem muito pedal analógico não vai sentir muita dificuldade, pois já deve ter aprendido a sapatear bem.

Bom, eu utilizo a famosa FCB1010 MIDI Foot Controller. Comprei-a pra controlar o PODxt, controlei, cansei, guardei. Depois de mais de ano, ressucitei-a. Isso nos tras a lição mais importante do mundo da musica. Nunca venda equipamentos, eles sempre (quase sempre) vão te servir mais tarde. Enfim, a FCB1010 é um controlador MIDI em forma de pedaleira, muita gente até a confunde com uma pedaleira, que envia informações MIDI como um teclado controlador comum.

Eu não programei ela pois encontrei na internet um patch que já deixava ela programada e de quebra colocava ela como Control Surface do Live (assim como você coloca seu controlador preferido).

Eis a criança. Olhe com calma e tente entender o que cada botão faz.

100_3596Não entendeu? Eu explico.

Primeiro vamos legendar. BK #oo é o primeiro Bank ou preset da FCB1010. Ele controla a sessão do Live de um modo geral e como podem ver, as etiquetas da primeira fila são os controles do Bank #00. TG 1, 2 ,3… significa Toggle Track 1, 2 , 3… Isso significa que se a Track 1 tiver um Clip parado na Scene selecionada, ele será tocado. Apertar o mesmo botão novamente fará o clip parar.

> SCN significa Play Scene. Auto-explicativo. Botões 9 e 10 selecionam as Scenes.

Agora vem a parte interessante. Os presets de 01 a 09 fazem todos a mesma coisa, porém cada um em uma track.

#1, #2, #3, #4 Chain seleciona uma entre 4 chains em um Rack de efeitos do próprio Live (ainda não usei). Botão 5 dispara a Scene selecionada (não consegui fazer funcionar).

O 6 serve para Armar (arm) a track, o 7 dispara o slot da scene selecionada. Se a track estiver armada ele grava um clip, se não estiver armada ele dá play/stop. O botão 8 automaticamente arma a track e já começa a gravar. 9 e 10 fazem o mesmo do Bank #00.

Se você não tem uma FCB1010 mas tem um foot controller, pode fazer o mesmo. Afinal, é tudo MIDI. Basta olhar o manual do seu controller e aprender a configurar as MIDI Messages. É um pouco complicado, mas em se tratando de Ableton Live, provavelmente já existe um patch na internet. Então, procure.

A FCB1010 não possui saída USB, o que pra mim é uma bosta, pois ocupa um cabo MIDI e um cabo de energia. A ligaçao é feita ligando o MIDI OUT da FCB1010 para o MIDI IN da interface de audio.

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Escrevi com um pouco de pressa, então se algo não ficou claro o bastante é só perguntar nos comentários. Terei prazer em responder.

Em breve, mostrarei como brincar com isso no Live, como transformar sons monotonos de guitarra em pads, percussões e etc. Tudo graças ao poder de Ableton Live…e talvez um pouco demais de cerveja.

Cheers.

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O Looper e as Seis Cordas – Parte 2

Posted: October 2nd, 2009 | Author: bitproduction | Filed under: Ableton Live | Tags: , , , , , , | No Comments »

Então, virou uma série mesmo.

Hoje vou mostrar como fica o meu setup  pra gravar guitarra no Ableton. A coisa é bem simples, mas são necessarias algumas peças chave pra conseguir um som satisfatório.

Signal Path

Bom, o caminho do sinal começa na própria guitarra, onde passa pelo primeiro estagio de equalização (volume e tone). Em seguida o sinal vai para o preamp (PODxt). Do preamp o sinal já sai pronto para ser ligado em linha na interface de audio. Porém no meu setup ainda utilizo um delay Eventide TimeFactor, que inteligentemente possui dois switch Guitar/Line, um na entrada e outro na saída. Assim você pode ligar a guitarra direto nele (switch do input em Guitar) e dele pra interface (switch do output em Line). No meu caso deixo os dois em Line.

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Como pode se notar na foto, há um cabo (vermelhor) saindo do Left Output do PODxt, mandando o sinal em mono para o TimeFactor. É possível sair com o sinal do PODxt em stereo, mas isso é mais utilizado para os efeitos do próprio PODxt. Enfim, o sinal entra em mono no TimeFactor, e pode ou não sair em stereo dependendo do tipo de delay utilizado, por isso você pode notar os dois cabos pretos no Output do pedal.

100_3594Note também o cabo USB saindo do TimeFactor. Ele serve não só para atualizar o pedal, mas também para syncar ele com o Ableton. Ainda não tentei automatizar os parametros, mas tenho certeza de que é possivel.

Continuando o caminho, o sinal sai do TimeFactor direto para a Interface de áudio, ligado nas entradas não-balanceadas 1 e 2. Não ligue a guitarra diretamente numa entrada não balanceada, simplesmente é uma merda. Ligar diretamente no preamp da interface? Funciona. Mas fica, digamos, duvidoso. Experimente, pode funcionar pra você.

100_3595O caminho guitarra x computador acaba aqui. Agora entramos no maravilhoso mundo do Ableton Live.

Logo após os comerciais.

Cheers.

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O looper e as seis cordas – Parte 1

Posted: September 25th, 2009 | Author: bitproduction | Filed under: Ableton Live | Tags: , , , | No Comments »

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Bom, não sei se isso vai ser uma série de posts ou apenas um, mas acho que é hora de, como guitarrista, falar um pouco sobre o assunto. Mas queria falar sobre algo um pouco diferente. Não quero repetir tudo o que já foi dito sobre microfonação, amp X contra amp Y e etc. Acho que esses assuntos devem ser discutidos nos seus devidos espaços.

Estive pensando bastante no assunto Guitarra x Ableton e percebi que não vejo muitas pessoas falando sobre novas maneiras de utilizar o instrumento e, mais especificamente, não vejo muita discussão sobre maneiras diferentes que guitarristas estão utilizando o Ableton.

Que a esmagadora maioria de usuários do Ableton faz musica eletronica não é nenhum mistério. Pra mim o grande mistério é, por que a maioria dos guitarristas não utiliza o Ableton de maneiras diferentes? Ou até basicamente utilizando a Session View.

Não pense que não me incluo nesse bolo. Com o Ableton já fiz de tudo, desde musica eletronica até space rock. Mas veja bem, toda vez que utilizava a guitarra, era de maneira convencional, sequenciando os intrumentos de uma maneira linear na tela de arranjo, deixando assim todo o poder de Looper e todo o “live” do Ableton de fora das produções. Parece até que superei uma crise existencial ao perceber que mesmo com ferramentas fantasticas para fazer novas coisas, estava simplesmente tentando reproduzir o já produzido.

No mundo da guitarra (creio que na maioria dos instrumentos convencionais) o que todo mundo busca é o timbre ideal e o jeito mais rapido de tocar para disfarçar que você não tem nada a dizer. Buscar o timbre ideal pra muitos significa reproduzir exatamente os equipamentos do guitarrista favorito e se decepcionar por não atingir O som. Sobre tocar rápido, bom, acho que o Michael Angelo inicia e termina a discussão muito bem. O que quero dizer com isso é que não se buscam, ou pelo menos não se discutem, novas maneiras de se produzir musica com uma guitarra.

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Voltando ao Ableton, quando este maravilhoso software se firmou, a maneira mais obvia era utiliza-lo como um grande Looper. Ok, nada mais justo, visto que era uma grande novidade (o software, não o looper). Então era aquele processo, ir criando camadas ao vivo até ter uma musica completa, igualzinho uma loopstation. Mas como a cabeça de quem cai no mundo do Ableton não pára, logo se desenvolveram inumeras técnicas de criação e produção.

E aí amigo guitarrista, você se pergunta: “E a gente?”.

Parece que o gás que o Ableton deu nos home studios fez a curva na caixa dos guitarristas e só quem vive fora da caixa conseguiu pegar carona. O Live tá na versão 8, oito minha gente! e só agora encontrei um aprofundamento no uso da guitarra de maneira “inovadora”.

Por acaso caí nesse série de videos do Christopher Willits (não conhecia) onde ele discute detalhadamente como usar a guitarra para produzir musica (não apenas com um captador MIDI) . Vale muito a pena conferir tudo e até assinar o podcast.

Enfim, a razão para minha empolgação é que, por acaso eu tenho um setup muito parecido com o dele. Minha FCB1010 que estava esquecida aqui foi ressucitada, assim como meu PODxt. Depois de assistir tudo, resolvi começar a brincar com isso e me surpreendi com a diversão que se pode ter tocando sozinho. Não é como gravar uma progressão e ficar improvisando por cima. Você se sente muito mais criador e vê que a coisa caminha com mais foco.

Estou apenas entrando nesse mundo (pelo menos sob a perspectiva da guitarra) e com prazer compartilharei tudo o que aprender de interessante, assim como espero que outros guitarristas contribuam com novas maneiras de se produzir musica com esta maravilhosa combinação.

Pelo visto isso vai ser uma série interminável mesmo.

Cheers.

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